O capitalismo não é democrático e não provoca riqueza para uma Nação.


por Edilson Vital, empresário, formado em Marketing, Pernambucano e apaixonado pelo Santa Cruz

Deixe-me ser claro: a grande concentração de renda não é concentrada para a destinação do serviço comum, mas para servir a interesses daqueles que movem e dominam o país, os grandes latifundiários e os megaempresários. São eles que interferem nas decisões que o Estado toma e os pressiona a rever certos atos em prol do funcionamento da máquina para atingir seus próprios interesses.

O setor de grande interesse intervencionista são as leis trabalhistas. A crueldade se instala de forma sucinta e descabida quando há uma intenção de supressão dos direitos adquiridos na forma de supostas benfeitorias, com as quais o “chão de fábrica” não leva nenhuma vantagem. As leis indecentes vem no intuito de suportar crises, ou mesmo projetos, sempre apontando como alvo de corte a extremidade mais fraca, o elo que mais sofre pressão da corrente, os trabalhadores.

Não há honestidade dos idealizadores de tal façanha quando alegam a impossibilidade da criação de mais postos de trabalho quando há menos direitos.

O capitalismo, como um sistema competente para o desmonte e dominação, encanta a sociedade com a falsa impressão de liberdade de compra, o livre comércio, e torna legal ganhar montantes de dinheiro sem limites, desde que esteja dentro da lei. Para isso, atinge diretamente as mentes fracas e acríticas tornando-lhes facilmente uma “massa de manobra”.

Moralmente falando, se não há regulamentação para isso, fica fácil prever um desastre social. Uma vez que somos seres, por natureza, individualistas, egoístas e com um senso único no reino animal de desprezo por seu semelhante, essa experiência de ascensão só potencializa em nós essas características e assim somos tomados pela falsa impressão de que cada vez menos precisamos do outro.

O individualismo não se sustenta como uma atitude razoável, como se a necessidade do ser humano fosse outra que não a mutualidade, como se o outro não fosse um outro eu na minha frente, onde eu tenho a necessidade, não só da sua presença, mas da sua existência para um compartilhar. O trocar é definitivamente o sentido da vida.

O egoísmo, sem meias palavras, é a destruição total da característica principal de uma sociedade sadia, a destruição de um atributo vindo de fábrica na nossa estrutura, mas que merece muito esforço para a generosidade e senso comum, o altruísmo!

O pensamento capitalista não é algo trivial e que devemos achar normal nos submetermos a ele, mas tem caráter destrutivo e manipulador. Um sistema que produz miséria, uma vez que privilegia a ascensão seletiva em detrimento da desgraça da massa.

Não é intuito dessas minhas poucas palavras que haja uma mudança repentina nas mentes capitalistas, até porque trata-se de um ponto de vista de um leigo, ou seja, não especialista, mas com uma concepção que merece a honestidade para uma reflexão e posterior aprofundamento dentro do pensamento capitalista.

“A REDESS não é responsável pela opinião d@ autor/@. Defendemos a liberdade de ideias e expressão a fim de gerar análises críticas e expansão do conhecimento, sempre com respeito aos nossos valores e diretrizes e dentro da ótica legal.”

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